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Estácio de Sá foi o
fundador da Cidade do Rio de Janeiro, em 1º de março de
1565. O objetivo da fundação foi dar início à expulsão
dos franceses que já estavam na área há 10 anos. Morreu um
mês depois da fundação em conseqüência de uma infecção
no rosto causada por uma flecha durante os combates.
Mem de Sá, terceiro governador-geral do Brasil e tio do
fundador da cidade, transferiu após a morte de Estácio de Sá
a cidade da área da Urca para o Morro do Castelo com o
objetivo de melhor defender a cidade de ataques. Transferiu o
governo do Rio de Janeiro para outro sobrinho, Salvador
Correia de Sá.
Com o primeiro governo de Salvador Correia de Sá em 1568,
inicia-se o que poderíamos chamar de dinastia carioca dos
Correia de Sá. Com grande e enorme prestígio no Rio de
Janeiro, por quase um século três gerações dos Correia de
Sá governariam o Rio de Janeiro repetidas vezes. A Ilha do
Governador possui esse nome por ter sido um engenho de açúcar
de Salvador.
O litoral fluminense atraiu colonizadores portugueses e corsários
franceses em razão do rendoso comércio de pau-brasil.
Combatendo os franceses instalados na Baía de Guanabara, Estácio
de Sá, sobrinho do governador geral Mem de Sá, funda a
cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, em 1º de março
de 1565.
Ocupando posição estratégica no litoral sul da colônia, na
Baía de Guanabara, a povoação cresce como região portuária
e comercial. No século XVIII, com o desenvolvimento da mineração,
o Porto do Rio de Janeiro torna-se o principal centro
exportador e importador para as vilas de Minas Gerais, por
onde saem ouro e diamantes e entram escravos e manufaturados,
entre outros produtos. Em 1763 a cidade transforma-se na sede
do Governo Geral, em substituição a Salvador.
Em 1808, com a chegada da família real, o Rio torna-se a sede
do governo português. Após a independência, a cidade
continua como capital, enquanto a província enriquece com a
agricultura canavieira da região de Campos e, principalmente,
com o novo cultivo do café no Vale do Paraíba. Para separar
a província e a capital do Império, a cidade converte-se, em
1834, em município neutro e a província do Rio de Janeiro
passa a ter como capital Niterói.
Como centro político do país, o Rio concentra a vida político-partidária
do Império e os movimentos abolicionista e republicano.
Durante a República Velha, com a decadência de suas áreas
cafeeiras, o estado perde a força política para São Paulo e
Minas Gerais.
O processo de enfraquecimento econômico e político do Rio
continua após a Revolução de 1930. A economia fluminense não
se beneficia da industrialização,apesar de o estado ser
escolhido para sediar a Companhia Siderúrgica Nacional, em
Volta Redonda, ponto de partida para a implantação da indústria
de base no país.
A cidade do Rio de Janeiro mantém-se como importante zona
comercial, industrial e financeira,mas, com a mudança da
capital federal para Brasília, em 1960, o declínio do novo
estado da Guanabara é inevitável. Em 1974 os estados do Rio
de Janeiro e Guanabara fundem-se por determinação do Regime
Militar, constituindo o atual estado do Rio de Janeiro. Com o
objetivo de recuperar a sua importância política e econômica
os governos militares fazem grandes investimentos no estado,
como a construção de Angra I e Angra II, no município de
Angra dos Reis, e a implantação do pólo petrolífero na
bacia de Campos, a mais produtiva do país.
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